sábado, 20 de março de 2010

O BBB favorito de cada um seria o reflexo de quem torce por ele???

Muitos dizem q quem torce pro Dourado o faz pq vê nele suas próprias características de personalidade, tais como homofobia, machismo, agressividade, arrogância, prepotência, enfim, tudo q há de pior numa pessoa. Assim, claro, julgam os q não torcem por ele. Claro q pra mim isso é uma tremenda bobagem. A pessoa torce por quem se identifica sim, mas não necessariamente apenas por conta de tal identificação. São diversos os fatores q fazem c/ q alguém torça por algum participante. Claro q a identificação c/ algum deles é um fator importante, mas não o único. Alguns torcem pelo “menos pior”, alguns pelo “melhor jogador”, outros pelo “mais coerente”, o “mais verdadeiro”, o “menos falso”, o de “história de vida mais bonita”, o q “mais sofreu”, o mais “pobrinho”, o mais “guerreiro”, o “mais honesto”, o q “joga mais limpo” e por aí vai. Pra mim, são apenas desculpas pra justificar o q acontece na maioria das vezes: as pessoas torcem por quem simplesmente “foram mais c/ a cara”, tanto q deslizes perdoados “hoje” pelo participante favorito, muitas vezes são os mesmos deslizes usados “ontem” como justificativa pela “bronca” q pegaram de alguém. Isso é normal, é humano, todos somos assim. Aquela velha história do “meu santo não bateu c/ o do fulano” e do “simpatizei c/ beltrano logo de cara”.

Desde q começou o programa algumas pessoas têm tentado impor suas opiniões sobre os participantes e recorrem a mentiras e a distorção dos fatos de maneira muitas vezes até bisonha na tentativa de tentarem convencer a todos de q estão certos. Hoje tentam santificar e defender a todo custo o Dicesar, novamente recorrendo a mentiras e fatos distorcidos pra isso.

Surgiu um boato de q Cadu teria “confessado” à Lia q fez "xixi" durante a prova do líder e q, por isso, a liderança teria q ser dada pro “Dimy”. O fato teria ocorrido às 2:44 da tarde de ontem (19/03). Um blogueiro publicou "malandramente":


O blogueiro, sabidamente provocador, jogou a isca e todos morderam. Ele, claro, se divertiu muito c/ isso. Tors, esperto, velho de guerra, não deu mais nenhum outro detalhe, só reproduziu c/ exatidão o q disse o Cadu no Quarto do Líder. Omitiu tbm a circunstância em q isso foi dito. Ele sabia q era o q bastava. Foi realmente o bastante pra criarem mais uma lenda na “NetBBB”, agora envolvendo o Cadu.

A história repercutiu dentro da própria Globo, tanto q Bial chegou a perguntar ao Cadu se ele havia feito mesmo xixi durante a prova, talvez pra dar alguma satisfação a uma “torcida tão atenta aos fatos”. Retirei do blog Tem Vaca na Moita um dos textos q melhor demonstram a revolta q tomou conta da “torcida anti-dourada” c/ a “revelação” de mais um factóide (a imagem capturada deixei no final do post):
Mas a Globo não fará N A D A. Isso porque teriam que dar a liderança ao Dimy, a drag queen do programa e a associação da liga dos católicos e evangélicos não aceitariam, fora a horda de maluquetes adoradoras do membro de ouro do programa que passam dia e noite a sonhar com uma cobertura do garanhão lutador, a despi-lo em seus banhos na madrugada, a recordar de seu tempo de moçoilas avulsas e prazerosas com os olhinhos gulosos e a genitália úmida. A súcia de avantajados adeptos de anabolizantes que tem horror a "bichices", deve ser por vislumbrar no horizonte que com o aparecimento da "brochice" precoce pelos esteróides tudo que vai funcionar será o esfíncter anal.
Esse é o BBB da masturbação sirirítica, da idolatria ao pênis, do macho-alfa-garanhão, do machismo homofóbico, da safadeza, do retorno a idade das trevas, do roubo consentido, da vergonha, da pressão, da intimidação, da truculência, da imposição, da ditadura ...
Preparem os ovos, deixem a postos pois Dicesar depois de uma prova de tortura longa e desumana vai ser indicado e sairá neste paredão.
Preparem os ovos gentalha que gosta de tacar o produto das penosas em travestis e prostitutas, Dimy, a Geni do BBB10 vai vazar. Se vc não faz parte das maluquetes nem da súcia vai reclamar por que ?
Onde está o momento 14h44 onde Cadu diz que fez xixi, Boninho?"

Após ler um desabafo tão inflamado, apaixonado e verdadeiro a favor do Dicésar, c/ uma descrição tão “exata” e “inequívoca” do q realmente aconteceu durante o bate-papo no quarto do líder, c/ direito até ao horário da “ocorrência”, será q tenho o direito de concluir q “o BBB favorito de cada um seria o reflexo de quem torce por ele” ???? O q penso sobre isso já escrevi logo nas primeiras linhas. Os q torcem contra o Dourado responderiam sem dúvida alguma q sim. A eles dedico então este pequeno vídeo q mostra "o momento 14h44 onde Cadu diz que fez xixi", segundo eles, “durante a prova do líder”.


Aos q ainda não conseguiram entender a conversa, vai aqui uma breve descrição. Dourado diz a Cadu q nunca "mijou tanto" como qdo saiu da prova. Cadu, então disse q durante o banho, depois q saiu da prova, a “água caía” e ele “ia mijando”. Deu pra entender agora?

*** C/ certeza, alguém vai pegar a parte do vídeo q interessa, editar e colocar no youtube pra provar q ele “confessou ter feito xixi na prova”.

*** O vídeo, salvo originalmente no aparelho SKY HD, mostra exatamente o q aconteceu por volta das 14:44 de sexta-feira dia 19 de março. Fiz questão de gravar o menu da SKY, q é mostrado no começo e no final do vídeo, pra não deixar qualquer dúvida qto a isso.


quinta-feira, 11 de março de 2010

BBB 10 - Dourado, Morango, Jean Wyllys e a "causa gay"

Há algum tempo, Marcelo Dourado vem causando polêmica e “despertando paixão e ódio” em sua participação no Big Brother. Isolado no começo, muito em função de ser um “ex BBB”, aos poucos foi ganhando a simpatia do público e hoje é considerado o favorito a conquistar o prêmio de um milhão e meio de reais. Num BBB onde as grandes estrelas, esperava-se, fossem os participantes “coloridos”, Dourado, talvez por causa disso, ganhou a antipatia especialmente de alguns q se dizem representantes da comunidade gay e simpatizantes da causa, q enxergam na figura do participante uma espécie de ameaça a atuais e futuras conquistas dos direitos homossexuais.

Engraçado q nem sempre foi assim. Uma das participantes mais próximas de Dourado, Angélica, coincidentemente a q dizia enxergar em sua participação no programa algo q poderia contribuir muito na “causa gay” e na conquista de seus direitos, dividia c/ ele a preferência do público. Juntos, trocavam idéias (inclusive sobre a luta pelos direitos homossexuais), conselhos, elogios e confidências. Parecia q estava surgindo, aos poucos e cada vez mais forte entre eles, uma amizade e uma parceria q os levariam juntos até o final do programa. A torcida de um defendia o outro c/ unhas e dentes e combinava votar junto contra qualquer um q fosse indicado contra um deles ao paredão. Declarações q poderiam ser consideradas homofóbicas por parte do Dourado, eram vistas pela “torcida da Morango” apenas como declarações infelizes. Até q um dia Angélica resolveu, sabe-se lá pq (alguns culpam uma faixa em Salvador e uma suposta paixão da moça por outra participante, aquela q lhe contara sobre a tal faixa), brigar c/ Dourado e a questão da homofobia voltou à tona, c/ uma força quase q avassaladora. A torcida da Angélica, talvez desesperada c/ a provável eliminação da participante, resolveu apelar até pra sites internacionais levantando a bandeira gay (até então esquecida pela mesma torcida) e tentando, a todo custo, impor a idéia de q Dourado era um cara homofóbico, agressivo, preconceituoso e neonazista, talvez a reencarnação do próprio Hitler. A mesma torcida q, até pouco tempo o defendia c/ unhas e dentes, passou a enxergar nele “atitudes deploráveis”.

Começou então a maior campanha difamatória contra um participante na história do BBB. Suas frases começaram a ser divulgadas fora do contexto, suas opiniões distorcidas e um patrulhamento feroz deu-se início em blogs q comentam sobre o programa, pra q não se deixasse escapar nenhuma mancada do participante. Da “Cruzada Anti-Dourado”, gays, lésbicas e “simpatizantes” do mundo todo foram praticamente intimados a participar e muitos se sentiram na obrigação de dar o seu pitaco, sem nunca terem visto o programa nem conhecerem realmente o q se passava. Um dos episódios mais patéticos foi protagonizado por Boy George, q após perceber ter sido usado e aclamado como porta-voz de uma “causa” q não lhe dizia respeito, retirou tudo q havia dito a respeito de algo q, como ele próprio admitiu, não fazia a menor idéia do q se tratava. A coisa chegou a tal ponto q a própria direção do programa se viu obrigada a recusar os votos de quem morava fora do Brasil. Os jornais e revistas vislumbraram uma grande oportunidade de vender um pouco mais explorando o assunto. Blogs variados viram uma ótima oportunidade de serem mais acessados e, de repente, todos passaram a ser “especialistas em BBB”. Até psicólogo foi convidado a fazer análises profundas sobre o desconhecido, tendo sempre em foco a questão da homofobia.

De uma hora pra outra, o BBB 10 transformou-se num ringue entre “simpatizantes gays” e “conservadores heteros”. Os q torcem pelo Dourado passaram a ser rotulados como machistas, intolerantes, neonazistas e, principalmente, homofóbicos, “mesmo q não se vejam assim” (apesar de não se verem assim, assim eles são, pois assim foi decidido q seriam). O lado jogo foi esquecido, programa de TV nem se fala, “entretenimento q nada, o q está em jogo é algo muito maior, uma causa !!!”. Os inúmeros defeitos e deslizes de outros participantes, q poderiam racionalmente explicar a simpatia pelo “participante homofóbico” foram minimizados e, muitas vezes até, ignorados, tudo em nome de uma “batalha” q não teve início dentro do programa, mas aqui fora, por alguns gays q se sentiram ofendidos sim por um comportamento q consideraram ofensivo, mas principalmente por uma parcela oportunista, fanática e desesperada de uma torcida q, como último recurso, resolveu apelar à comunidade gay pois viu nela a única chance de conseguir tirar do programa o “amigo” q deixou de ser “aliado”. Claro, tal torcida ganhou adeptos q nunca assistiram ao programa e q só sabiam do q nele ocorria pelos relatos de blogs na internet e comentários de amigos q repetiam o q ouviam de outros amigos o q leram num blog ou ouviram de alguém. Juntaram-se a eles as “pessoas de bom coração”, aquelas q nunca se alteram, q nunca sentem nem sentiram raiva, q nunca dizem ou disseram bobagens sem pensar, q nunca na vida tiveram um momento em q se mostraram agressivos ou descontrolados, por se sentirem traídos, usados ou enganados. A vida dessas pessoas pode ser comparada a um conto de fadas e um programa de televisão é encarado como algo q pode mudar os rumos de uma sociedade, onde um participante é visto como o “Lobo Mau” q coloca em risco suas vidas de “Chapeuzinho Vermelho”.

Não sei se Jean Wyllys se encaixa em alguns desses perfis q descrevi, propositalmente, de maneira exagerada, mas entendi q pra ele o BBB reflete de maneira sutil os “anseios” e o lado obscuro, mesmo q inconsciente, de quem assiste ao programa e, conseqüentemente, de enorme parcela da nossa sociedade. Poderia até concordar c/ ele, se eu fizesse uma análise simplista do programa e caísse na armadilha de encarar essa décima edição como a “batalha dos coloridos e simpatizantes contra os homofóbicos, conservadores, intolerantes e machistas descerebrados”. Poderia tbm ter uma visão simplista e concluir q o público “só engoliu” o Dourado pelo mesmo motivo q Jean foi “adorado” durante sua participação no programa. Poderia dizer q a razão da popularidade de Dourado deve-se única e exclusivamente aos outros participantes, q desde o começo o excluíram, rejeitaram, o perseguiram, o transformaram em vítima, assim como aconteceu na edição em q Jean foi o vencedor. Estaria simplificando demais, até pq, como o próprio Jean escreveu, o público reconheceu nele valores como honestidade e integridade. Seu sucesso não se deu então somente pela rejeição q ele sofreu no início, assim como a popularidade do Dourado não se deve só a isso. Não, não quero colocar no mesmo nível Jean e Dourado, até pq, “ao mesmo tempo, honesto, íntegro, bom e inteligente” (faltou “humilde”) só Jean Wyllys no BBB. Jean era a imagem da perfeição. Dourado cativou o público principalmente por sua autenticidade, por se mostrar humano, imperfeito, cheio de falhas. Quem nunca disse impropérios ao se sentir traído? Quem nunca ofendeu alguém num momento de raiva? Quem nunca ameaçou fazer coisas absurdas num momento de total descontrole emocional, coisas q normalmente não pensaria em fazer e q, por isso mesmo, nunca foram levadas adiante? Quem nunca se sentiu ofendido ao ter sua sexualidade questionada?

O público dessa edição, ao q parece, gosta de ver pessoas q se mostram realmente, cansou de personagens. Fazer média não funciona hoje tão bem qto funcionava. O público gosta de ver pessoas q não se policiam o tempo todo pra não “falar bobagem”, pessoas q não fingem gostar de algo só por pq estão num programa de TV onde não gostar de algo ou não concordar c/ alguma “opinião formada” pode significar uma possível queda de popularidade. Dourado ganhou tbm a simpatia do público pq bate de frente contra essa cultura imposta, essa “ditadura” do “politicamente correto”, da imposição de idéias consideradas as certas (isso sim é fascismo) e “ai de quem discordar disso”. Nélson Rodrigues, se vivesse hoje, seria execrado em praça pública. Dourado não tem medo de dar sua opinião mesmo sabendo q pode ser execrado aqui fora. O direito de ter uma opinião e o direito de expressá-la é sua única “imposição”, mesmo sabendo q pode pagar um preço alto por isso. Num mundo onde palavras bonitas parecem ter uma importância muito maior q atitudes, onde a hipocrisia reina absoluta, Dourado ganhou a simpatia do público tbm pq representa o oposto disso.

Voltando à questão da homofobia, mesmo q em algum momento ele tenha dado declarações q possam (ou não) ser encaradas como homofóbicas, o grande erro é acreditar q Dourado seja “o porta voz tirano e fascista de uma sociedade brasileira conservadora e, mesmo q inconscientemente, homofóbica”. Dourado representa justamente a diversidade de idéias, o direito de questionar, o direito de discordar de opiniões formadas (o oposto do q um fascista prega). Ele defende o pensamento livre, o direito de tatuar um “sem fé” no braço sem q, por isso, seja considerado ateu e mal visto pelos outros. Ele defende o direito de ser contrário a cotas raciais sem ser taxado de racista. Ele defende o direito de não gostar de Caetano Veloso e não esconder isso de ninguém. Pq alguém não pode gostar de Caetano ???? Agora é crime não gostar do cara???? O direito de não gostar de Alexandre Pires, de gostar da velha guarda do samba, aquela q ele cresceu ouvindo, representada, dentre outros, por Cartola, Martinho da Vila e Paulinho da Viola. Ele defende o direito de discordar, apenas isso, sem impor sua opinião a ninguém, assim como ele não admite q imponham a ele suas opiniões. Ele não deseja ser um “formador de opinião”, apenas q respeitem, discordando ou não, do q ele fala, pois ele não acredita em opiniões formadas, mas na livre discussão de idéias, para q opiniões formadas possam ser, então, revistas.

Acredito q quem acompanha o PPV deve ter um pouco mais de fundamento pra poder analisar o programa e “divagar” sobre Dourado. Não sei se Jean Wyllys acompanha o PPV, mas tbm não sei até q ponto ele próprio não representa uma “autoridade auto-interessada”.